Um belo ventilador para aliviar o calor

Deve ser porque em Vitória venta mais (daí o apelido Ventória vindo do pessoal de esportes marítimos) e também (acho) não faz esse calor todo. Fato é que esse bafo quente, que, tem dia, dura quase até a meia noite, só o Rio mesmo é capaz de proporcionar para você. Uma sensação que exige uma atualização da música de Fernanda Abreu. Afinal, já chegamos à sensação de 50 graus fácil, fácil. Pensando nisso, eis o post fresquinho, trabalhado no sopro aliviante e que dispensa o calor humano. Com vocês, senhores, os mais bacanudos ventiladores para dar novos ares não só para a sua casa como também aos velhos modelos tradicionais.

Linhas leves

Com pás transparentes e estrutura com motor aparente esse premiado ventilador da Plug traz, apesar do material em aço cromado, uma  leveza elegante e única.

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A aparência industrial é o diferencial

Charme sobre tripé

A base em tripé é só um dos charmes desse ventilador. A madeira, na base e nas pás, e a simplificação de toda a estrutura garantem o restante do pacote criado pelo designer da Costa Rica Marco Gallegos. Via link.

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Agregando valor à sala

Agente duplo

Autoria do estúdio francês Alban Le Henry, esse ventilador é versátil. Graças à sua grade, cujo design não pesa, funciona tanto na versão de piso quanto de teto, basta pendurá-lo pelo cabo.

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Como você quiser 🙂

Curvas do vento

A mesma ideia flexível tem o japonês Aero Sphere Fan, com formato de colmeia. Compacto, ele pode funcionar tanto no suporte como solto. Via link. Vende aqui.

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Parecem microfones e bola de golfes também

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O detalhe dos três níveis de velocidade

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Soltinho, soltinho

Uma pá só

Depois da revolução do Spirit, de Guto Índio da Costa (falamos dele nesse post), que descartou uma pá dos ventiladores de então, por que não ir mais além né não? É o que propõe o Fanimation Enigma que só precisa de uma pá e um contrapeso para funcionar.

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Espécie de saci dos ventiladores

Ventania delicada 

Projeto da designer tcheca Simona Hruskova, o Fan Flow tem como essência a otimização de espaço. Em uso, as pás se armam e, no contrário, elas se recolhem.

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Fazendo bonito na decoração

Ares retrôs

A cor e as formas orgânicas garantem o quê retrô desse ventilador de pé. A ideia é de autoria de Noa Habas, estudante da Bezalel Academy of Art and Design, em Jerusalém.

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Todo trabalhado nas curvas

Círculo de vento

E, para encerrar, uma verdadeira revolução em se tratando de ventiladores. Desde que foi inventado por Schuyler Skaats Wheeler em 1882, o aparelho não ganhava tanta mudança assim como o Air Multiplier. Criado pelo britânico James Dyson, ele não tem hélices mas, por pressão negativa, induz o ar para frente, movimento que é otimizado pelo design circular do aparelho. Uma revolução não só na estética, mas no sistema também.

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Tão aí o criador e suas criações

Hoje é dia do Design, bebê

Cinco de novembro é Dia Nacional de Design. Para celebrar, eu desejo que você tenha…

1 – A personalidade aliada à sabedoria e ao bom humor de Sergio Rodrigues…

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Assim como a maioria de suas poltronas, a Mole – mais famosa delas – tem esse quê de se esparramar, de viver o momento, de se entregar aos seus braços e permitir que seu conforto o abrace. Suspirou aí?

2 – O olhar capaz de transformar criativamente o óbvio de Guto Índio da Costa

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Em 2001, o ventilador Spirit quebrava um paradigma. Quer dizer, dispensava uma pá e deixava o ventilador com apenas duas eficientes o suficiente para fazer aquele ventinho bom num dia de calor. Lição que todos os designers (e por que não pessoas em geral) devem aprender: simplificar!

3 – A coragem de abusar de materiais e do conceito em favor da arte, dos Irmãos Campana…

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Cordas, EVA, papelão, garrafas pet , ralos de banheiro e  lascas  de madeira – como as da Cadeira Favela – são alguns dos materiais que essa dupla tão famosa aposta mas com um estilo muito singular e alto nível. É aquilo. Peças de Irmãos Campana falam por si só.

4 – A ligação única com a essência naturalmente bela de Domingos Tótora

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As pedras na base da mesa  que parecem já estar ali há tempos, os alto-relevos dos vasos que nem parecem ter sido feitos manualmente trazem o ar de Maria da Fé, interior de Minas, onde fica o estúdio de Tótora

5 – A despretensão moderna, elegante e sincera de Zanini de Zanine

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Inspirada no escultor Amilcar de Castro e no designer Joaquim Tenreiro, a cadeira Trez é um monumento escultural. Recortada a laser, a chapa fria de alumínio ganhou pintura e vida. 

6 – A bossa cheia de charme, ginga e popularidade de Leonardo Lattavo e Pedro Moog (Latoog)

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A mesinha São Cristóvão é uma mistura de tudo o que eu gosto – simplicidade, delicadeza e identificação imediata. Saca as grades das casas antigas com cheiro de bolo de fubá à tardinha? Pois é.

7 – A capacidade de passear entre distintos mundos (clássico e rústico) guiado pelo prazer do conforto de Marcus Ferreira

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A Poltrona Rippa tem o bastante para garantir a vontade de se jogar tanto quanto a de admirar

8 – E a loucura revolucionária e marcante de Philippe Starck (não poderia faltar ele, né?)

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A Louis Ghost é uma só das provas de como ele enxerga além (literalmente) e a capacidade desse francês de criar ícones

*É claro que eu poderia ficar até depois de amanhã falando, tamanha a quantidade de designers bacanas que têm por aí. De qualquer forma, todos estão de parabéns em fazer o mundo, pelo menos, mais bacana de se ver.  

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